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História

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altNo começo da década de 80, ao lado de um movimento de trabalhadores que crescia e saía às ruas contra a ditadura, foi criada a CBTU para cuidar apenas do setor de transporte ferroviário urbano. Na ocasião, nas capitais onde existiam trens suburbanos (Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Maceió, Recife, João Pessoa, Natal, Fortaleza e Belo Horizonte) uma parcela de empregados da RFFSA foi transferida para a nova empresa.

Em Belo Horizonte, a CBTU iniciou seu funcionamento com um efetivo de cerca de 700 empregados que continuava sendo representada pelo Sindicato dos Ferroviários, uma entidade ausente das lutas dos trabalhadores e disposta a passar por cima de qualquer reivindicação da categoria, em troca de "favores" dos governantes da época.

Por esse motivo, entre 1986/1987 nasceu o MUF (Movimento Unificado dos Ferroviários) em oposição à diretoria do Sindicato dos Ferroviários, para organizar a luta da categoria e conquistar também a diretoria da entidade.

O MUF, que desde o seu nascimento teve apoio de outras categorias e da CUT que surgia, montou uma chapa para concorrer às eleições sindicais em 1987. A chapa, encabeçada pelo companheiro Edmar Serafim, da cidade de Barbacena, ganhou em primeiro escrutínio, mas perdeu no segundo, devido a enorme fraude na apuração dos votos.

A posse da diretoria pelega, garantida pela Justiça do Trabalho, "blindou" o sindicato contra toda e qualquer ação da categoria. Diante da situação, trabalhadores da CBTU decidiram fundar o Sindicato de Trabalhadores Metroviários com o apoio da CUT e de vários outros sindicatos, entre eles Bancários e Metalúrgicos.

Assim, em 1º de maio de 1990, em assembléia no auditório do Sindicato dos Bancários foi fundado o SINDIMETRO, a partir da formação de uma Junta Governativa cuja principal função era organizar as eleições do novo sindicato num prazo de 45 dias.

Enfrentamos a feroz oposição do sindicato pelego que tudo fez para impedir a formação do SINDIMETRO, conseguindo, num primeiro momento, suspender o processo eleitoral que garantiria juridicamente a formação da entidade. O SINDIMETRO, então, passou a funcionar "clandestinamente" com sede provisória na Rua Tupinambás, nº. 179, sala 93, pertencente ao Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil até os dias de hoje.

Nesse período o SINDIMETRO, sem poder contar com a contribuição de filiados, sobrevivia com apoio de outros sindicatos, de doações de funcionários (tickets, vales-transporte, etc) e brindes que eram rifados. Os membros da Junta Governativa e membros que compunham a chapa a ser eleita passaram a sofrer perseguições, eram transferidos de locais de trabalho, discriminados perante outros empregados e, inclusive, demitidos.

A pressão contra a formação do SINDIMETRO era muito grande, levando várias lideranças e empregados a desacreditar da possibilidade da sua existência. Passados alguns anos, conseguimos derrubar a liminar do sindicato pelego e, em 1993, assinamos o primeiro Acordo Coletivo.

Cabe ressaltar o papel incansável do companheiro Bartolomeu que juntamente com o Dr. Elcio Reis - que nos dava apoio jurídico - conseguiu garantir a legalização do Sindicato.

Desde a sua fundação o SINDIMETRO mantém como princípio representar a categoria com respeito às suas reivindicações e à democracia da entidade. Não é uma história só de vitórias. Mas é uma história que permitiu mesmo assim muitas conquistas.
 

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